A prática do ioga, realizada com pacientes de centro de referência na capital, auxilia no fortalecimento da musculatura e resgate da autoestima, está virando aliada no tratamento da hanseníase em São Paulo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A técnica milenar foi implantada em um projeto-piloto para a realização da atividade com pacientes do seu Centro de Referência Metropolitano para Hanseníase, na região central da cidade.

Nas tardes de sexta-feira, uma médica dermatologista com especialização em ioga coordena um grupo de aproximadamente 10 pacientes, que realizam as atividades por uma hora.

São pessoas com problemas mais graves causados pela hanseníase que tiveram complicações relacionadas ao tratamento ou à própria doença, como mãos em garrote, deformidades nos pés ou alterações de visão, entre outras.

Com a ioga, os pacientes exercitam a concentração, respiração e o domínio corporal e emocional. Além disso, fazem alongamento para melhorar a musculatura e realizam técnicas de relaxamento para aliviar a dor.

O grupo atende mensalmente cerca de 400 pacientes da capital e Grande São Paulo. A unidade é especializada em atendimento de casos mais complexos de hanseníase, que normalmente não são atendidos nas Unidades Básicas de Saúde municipais, realizando, inclusive, trabalho de esclarecimento diagnóstico para casos de difícil detecção, além de curativos e distribuição de medicação específica.

No total são 17 profissionais atuando no centro, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. Além das aulas de Ioga, a unidade organizou um grupo de geração de renda, que ensina pacientes a confeccionarem artefatos como bijuteria e bordado para venda.

Solange Spigliatti

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