Pesquisadores brasileiros comemoraram os resultados da vacina antiaids. Alexandre Grangeiro, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), considerou os dados com o protocolo usado na Tailândia “uma novidade promissora”.

Ele recorda que as atuais estratégias para conter a epidemia parecem ter chegado a um ponto de estagnação. “Uma vacina contribuiria para avançar no combate à doença.”

Os resultados negativos obtidos com outras vacinas teriam contribuído para diminuir os esforços na área. “O novo protocolo reverte essa perspectiva negativa”, diz. “As pesquisas devem receber um novo ânimo.”

O responsável pela unidade de pesquisa em vacinas do Centro de Referência e Tratamento em DST/aids de São Paulo, Artur Kalichman, considera importante pesquisas amplas como a feita na Tailândia. “É a primeira vez que surge uma resposta imunológica ao vírus produzida por uma vacina”, aponta. “Com os fracassos anteriores, muita gente disse que não valeria a pena realizar testes clínicos tão cedo.”

Paulo Teixeira, consultor do Programa das Nações Unidas para Aids, também aponta que os investimentos podem crescer. A maior parte, atualmente, vem de programas governamentais e instituições sem fins lucrativos. Teixeira e Kalichman apontam que o resultado pode animar a iniciativa privada a investir mais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.