Sob ameaça de ter suas obras paralisadas pelo governo estadual, o Rio de Janeiro ainda tem a receber R$ 276 bilhões do governo federal referentes a ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Este é o valor estimado pela Casa Civil, segundo relatório divulgado este mês, em que apresenta o balanço dos últimos três anos do programa.

Deste total, 88% serão destinados para a área energética - uma das prioridades da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência e aliada do governador do Rio, Sérgio Cabral. Ao todo, a Casa Civil calcula que o total de investimentos do PAC no estado será de R$ 391,4 bilhões.

Um dia após Cabral manifestar-se contrário à aprovação da chamada Emenda Ibsen, que redistribui a receita de royalties de petróleo, o vice-governador Luiz Fernando Pezão disse ao iG que todas as obras do PAC em curso no estado serão paralisadas.

O Rio é um dos principais beneficiários de recursos federais do PAC. De acordo com o relatório da Casa Civil, os investimentos no estado, entre 2007 e 2010, chegaram a R$ 115,4 bilhões. Entre 2007 e 2009, a Casa Civil destinou R$ 403,8 bilhões aos estados.

A maior parte dos recursos, no Rio, foi aplicada na área de energia, contemplada com R$ 82,5 bilhões. Seguida da área social e urbana, com R$ 21,3 bilhões, e logística, com R$ 11,5 bilhões.

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