O Escritório de Investigações e Análises (BEA) francês, organismo encarregado da investigação técnica do acidente com o Airbus A330 que fazia o voo Air France Rio-Paris, que caiu dia 1º de junho no Atlântico com 228 pessoas a bordo, apresentará um relatório em dezembro.

"Até agora, não temos elementos que permitam dizer o que aconteceu na cabine do avião que fazia o voo AF 447, indicou nesta segunda-feira o diretor da BEA, Jean Paul Troadec. "O que sabemos sobre este acidente não nos permite elaborar um cenário do ocorrido", continuou.

"No entanto, o BEA publicará um novo relatório sobre a etapa atual das investigações deste acidente em dezembro", destacou Troadec aos jornalistas.

Este documento conterá elementos sobre a meteorologia, as mensagens de manutenção automáticas transmitidas pelo A330 e a análise de medidas incoerentes de velocidade registradas em outros voos.

O relatório deve conter recomendações para melhorar a tecnologia dos registradores de vôo, como por exemplo que os dados sejam transmitidos por satélite em tempo real, destacou o responsável, em vez de ficarem armazenados nas chamadas caixas-pretas.

A BEA indicou que medições de velocidade incoerentes, fornecidas pelas sondas (sensores) Pitot, tiveram um papel na catástrofe, mas no estado atual das investigações, não podem ser consideradas a causa da tragédia.

No início de outubro, um documento do Sindicato de Pilotos da Air France (SPAF, minoritário) afirmou que, se não fosse um defeito nos sensores Pitot, não teria havido acidente.

O diretor desse organismo confiou que "até meados de janeiro os investigadores devem determinar a localização das caixas-pretas do avião".

O Airbus A330 da Air France caiu no Atlântico com 216 passageiros e 12 tripulantes a bordo, entre eles 72 franceses e 58 brasileiros.

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