Investigação sobre morte de adolescente xavante é prorrogada por um mês

BRASÍLIA - Foi prorrogada por um mês a investigação sobre a morte da índia Jayia Xavante, de 16 anos, no dia 25 de junho, no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Ela teve os órgãos internos perfurados por um objeto cortante ainda desconhecido. Inicialmente, o prazo para conclusão do inquérito estava marcado para esta quarta-feira.

Agência Brasil |

A prorrogação foi pedida pelo delegado da 2ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, Antônio José Romeiro, responsável pelo caso. Ele alega que ainda faltam conclusões em alguns laudos técnicos, que são dados importantes para concluir as investigações.

A menina tinha lesão neurológica ¿ não falava e se locomovia por meio de cadeira de rodas ¿ e estava em Brasília para tratamento médico desde o dia 28 de maio. Segundo o delegado, o crime aconteceu dentro da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

A tia da adolescente, Maria Imaculada Xavante, foi apontada por uma fonte da Funasa como provável responsável pelas agressões. Em depoimento no último dia 9, a irmã de Jaiya, Ligia Xavante, defendeu a tia e questionou a hipótese de perfuração dos órgãos sexuais, sustentada pela polícia. Ela garantiu que a adolescente não sofreu nenhuma agressão que possa ter provocado sua morte.

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