Investigação sobre libanês termina sem apontar Al-Qaeda

SÃO PAULO - A Justiça Federal em São Paulo informou nesta quarta-feira que as investigações contra Khaled Hussein Ali foram encerradas e não há prova de que o cidadão libanês faça parte da organização terrorista Al-Qaeda, grupo responsável pelo atentado de 11 de setembro nos Estados Unidos.

Redação com Agência Estado |

De acordo com informação publicada nesta terça-feira pelo jornal "Folha de S. Paulo", o cidadão de origem árabe faria parte da alta hierarquia do grupo terrorista.

Na nota distribuída à imprensa, a Justiça Federal comunicou que, atendendo a pedido da Polícia Federal (PF), foi decretada a prisão preventiva de Hussein Ali no dia 23 de abril.

As investigações policiais apontaram que o libanês faria parte de uma organização denominada Jihad Media Battalion (JMB), que propaga material de cunho racista e de intolerância e discriminação religiosa pela internet. Hussein Ali era o moderador de um fórum de discussões que publica em árabe conteúdo antiamericano e antissemita.

Durante as diligências, o libanês foi identificado como líder do grupo extremista e responsável pela distribuição de tarefas (em sua maioria traduções) e organização de seus membros. Foi descoberto também que o grupo oferecia apoio a outras organizações que agiam da mesma maneira. Foi constatada pela PF a existência de uma rede de propaganda discriminatória com aproximadamente 34 membros cadastrados.

A defesa de Khaled Hussein Ali entrou com dois pedidos de habeas-corpus na Justiça. O último deles, ajuizado em 15 de maio, foi acatado pelo juiz federal da 4ª Vara Criminal, Alexandre Cassettari, que revogou a prisão preventiva do libanês, que ficou detido por 21 dias. De acordo com ele, não há indícios de que Hussein Ali seja terrorista. O libanês responde agora em liberdade pelo crime de discriminação racial e religiosa.

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