Investidor foca dados positivos dos EUA e levanta Bovespa

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Após mais uma série de mostras de fraqueza da economia global, bastaram alguns dados dos Estados Unidos terem vindo menos ruins do que o esperado para os investidores do mercado acionário voltarem às compras, levando a Bovespa para perto das máximas de 2009.

Reuters |

O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subiu 2,57 por cento, para 41.976 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 4,35 bilhões de reais.

"O dia começou com uma nuvem preta. Mas depois os números que foram divulgados, embora ainda não deem um sinal de recuperação, mostraram que a situação parou de piorar", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos.

No início do pregão, os investidores amargavam as notícias de que só o setor privado dos EUA eliminou 742 mil postos de trabalho em março e que a taxa de desemprego na zona do euro subiu de 8,3 para 8,5 por cento em março.

Mas logo se consolaram ao saber que a atividade fabril norte-americana teve em março uma retração menor do que a esperada por economistas, o mesmo acontecendo com o setor imobiliário do país em fevereiro.

Os principais índices acionários de Wall Street subiram acima de 1,5 por cento, sob liderança do Dow Jones, que avançou 2 por cento.

Na bolsa paulista, o otimismo levantou principalmente as ações de commodities, setor de maior liquidez e de maior peso no Ibovespa, com os investidores fazendo vista grossa para a queda dos preços de commodities, como petróleo e metais.

Assim, Gerdau subiu 4 por cento, para 13,42 reais, seguida por Companhia Siderúrgica Nacional, com valorização de 3,2 por cento, a 35,50 reais.

A trilha foi seguida pelas blue chips. Petrobras ganhou 3 por cento, a 29,40 reais. Vale cresceu 1,1 por cento, cotada a 27,05 reais.

Cesp liderou os ganhos do índice com uma disparada de 7,1 por cento, a 13,92 reais. Embora tenha reportado um prejuízo de 2,35 bilhões de reais em 2008, a elétrica paulista foi vista com otimismo, já que reportou números operacionais melhores do que o esperado.

No extremo oposto do índice, Redecard desabou 8,5 por cento, a 25,66 reais, depois da divulgação de um estudo do Banco Central com críticas à indústria de cartões de crédito.

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