O governador de Roraima (RR), José de Anchieta (PSDB), acusou hoje de terrorismo o movimento indígena no Estado, que reivindica a retirada de arrozeiros da reserva Raposa Serra do Sol.

Em entrevista no Palácio do Planalto, onde se encontrou com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio, Anchieta criticou a invasão da fazenda do arrozeiro Paulo César Quartiero, onde 10 índios foram baleados. "A ação de ontem foi uma ação de terroristas e terrorismo é difícil conter", disse o governador.

Indagado se o termo terrorismo não era forte para designar o movimento indígena, o governador voltou atrás. "Está bom. Eu não diria terrorismo. Eu diria insanidade", acrescentou. José de Anchieta disse que não defende o interesse dos arrozeiros, mas o desenvolvimento do Estado. "O governo federal tem a posição dele, eu tenho a minha e o povo de Roraima tem a sua e eu vou lutar por ela", afirmou. "Os índios querem criar um fato novo", acrescentou.

Ele informou que ainda hoje entregaria ao Supremo Tribunal Federal (STF) argumentos do governo do Estado para invalidar o processo de homologação da reserva Raposa Serra do Sol. O governador disse, porém, que o encontro dele com o ministro José Múcio foi para tratar de outras questões do Estado.

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