O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que seja aberta ação penal contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi interrompido para almoço ainda com o voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, em andamento.

O parlamentar tucano é acusado de ter cometido os crimes de peculato e de lavagem de dinheiro durante a campanha pela reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Tudo indica que o relator vai acatar o pedido do Ministério Público Federal para a abertura da ação penal sobre o chamado mensalão mineiro.

Na denúncia analisada nesta quarta-feira pelo STF, o Ministério Público Federal argumenta que o esquema teria desviado recursos públicos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e seria o embrião do mensalão, escândalo revelado em 2005 envolvendo supostos pagamentos mensais para que deputados votassem a favor de projetos em tramitação no Congresso.

"Além do desvio de recursos públicos do Estado de Minas Gerais, diretamente ou por meio de empresas estatais, empresas privadas com interesses econômicos perante o referido Estado puderam valer-se do esquema disponibilizado pelo grupo para repassar clandestinamente valores para a campanha eleitoral", sustenta o  Ministério Público Federal.

O julgamento deverá ser bastante longo e a expectativa é de que não seja concluído nesta quarta-feira. Também não está descartada a possibilidade de algum ministro pedir vista, adiando a conclusão da votação. A sessão de julgamento será retomada depois das 14h.

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