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Integrante do PCC é preso em morro de Santos-SP

Depois de um ano de investigações da Polícia Civil, o fugitivo Carlos Alberto Aparecido Oliveira de Carvalho, mais conhecido como Peixe Raia , foi preso sábado no Morro do São Bento, em Santos (SP). Membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Peixe Raia havia fugido da Penitenciária de Getulina, no interior de São Paulo, em janeiro de 2006, onde cumpria pena de, aproximadamente, 15 anos por homicídio, tráfico de drogas, roubo e lesão corporal.

Agência Estado |

Na hierarquia da facção, ele seria um "torre" (chefe do tráfico).

Peixe Raia foi rendido por três policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade no pé do morro, que fica próximo a rodoviária, no centro. Os policiais estavam no local de campana aguardando a descida do fugitivo, que estava de moto e pegaria a namorada para ir a um baile funk. O delegado-assistente da DIG, Marcelo Gonçalves da Silva, disse que os policiais prenderam Peixe Raia num descuido do fugitivo. De acordo com Silva, essa foi uma investigação complexa, principalmente por causa da condição geográfica do morro.

Segundo o chefe do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter-6), Waldomiro Bueno Filho, Peixe Raia tinha um forte esquema de segurança pessoal. "Optamos pelo setor de inteligência, esperando o melhor momento para fazer a sua detenção. Foi uma operação cirúrgica, sem ser disparado um único tiro."

Bueno Filho afirmou que o fugitivo aterrorizava toda a comunidade, obrigando moradores a lhe darem comida e pousada. "Numa ocasião, ele não deixou o Corpo de Bombeiros subir no morro para apagar um incêndio." Pelo menos por duas vezes, a Polícia Civil subiu o morro na tentativa de prendê-lo, porém, houve troca de tiros. Numa das ocasiões, a DIG abortou a operação porque ele usou três crianças como escudo.

Medo

O chefe do Deinter-6 afirmou que, no Estado, não existe local onde a polícia tenha com medo ou seja proibida de entrar, mas, conforme ele, muitas vezes, as ações são abortadas para não pôr em risco a vida de inocentes. "Aqui, a casa tem dono, aqui quem manda é a polícia, aqui a comunidade de bem é que determina o trabalho e não é qualquer marginal que vai proibir a polícia de nada", disse.

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