Instituto do Câncer-SP cria programa para atender pacientes sem cura

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira inicia amanhã seu Programa de Cuidados Paliativos, com objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes com câncer. O programa também está voltado para a família e o alívio dos sofrimentos causados por doenças graves.

Agência Estado |

Requerem cuidados paliativos aquelas pessoas que têm uma enfermidade avançada e incurável, sem possibilidades de resposta ao tratamento e com perspectiva de vida inferior a seis meses.

Estima-se que 13% dos pacientes em tratamento no instituto preencham estes critérios. O responsável pelo projeto, o médico Toshio Chiba, conta que a idéia de cuidados paliativos em que se conforta o paciente apenas na hora da morte é enganosa. Os cuidados paliativos modernos vão além, alcançando inclusive a família. Atualmente, a abordagem do paciente com doença incurável é feita de forma integral, ou seja, não se resume aos momentos finais da vida, mas sim a todo o curso da enfermidade.

O trabalho da equipe sob o comando de Toshio será promover o controle da dor, dar apoio psicológico, garantir o direito de esclarecimento ao paciente sobre sua situação e adotar as medidas adequadas garantir menos sofrimento. "Mesmo que não exista a possibilidade de cura, o paciente passa para uma nova fase do tratamento: o controle. Nosso objetivo é oferecer conforto e uma vida digna", explica Chiba. Os familiares, por sua vez, recebem auxílio psicológico para lidarem com seu luto, durante o tratamento do paciente e depois da morte.

AE

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