O Instituto Estadual do Câncer Octavio Frias de Oliveira iniciou, semana passada, as obras do centro especializado em radioterapia. Com investimento total de R$ 50 milhões, o espaço vai abrigar seis equipamentos de última geração, o que dobra a oferta de tratamentos gratuitos contra tumores malignos na área do Complexo do Hospital das Clínicas, zona oeste da capital paulista.

A conclusão está prevista para o próximo ano, quando o ambulatório terá capacidade para atender 6 mil pacientes por mês.

“A radioterapia é um importante braço do tratamento do câncer. Não existe no Brasil um hospital especializado que reúna tantos equipamentos em um só local”, afirma o diretor executivo do Instituto, Marcos Fumio Koyama.

Para abrigar o novo parque tecnológico de radioterapia foi preciso adaptar a estrutura física do instituto. A razão é que os aparelhos emitem material radiativo e é preciso proteger o espaço. Em uma área de 1,1 mil metros quadrados estão sendo implantados sete “bunkers” subterrâneos, envoltos por uma blindagem especial para os aparelhos tecnológicos.

Incidência

A fortaleza arquitetônica será contornada por paredes com 2 metros de espessura. O espaço será protegido por chapas de chumbo para atenuar a incidência externa de Raios X. Só esse material pesa 4 mil quilos por metro cúbico.

“O HC, por exemplo, atualmente o maior centro da América Latina, conta com três equipamentos radioterápicos, operando na capacidade máxima. Com o envelhecimento da população, a prevalência de neoplasias é cada vez maior, o que torna necessário aumentar a rede de tratamento”, diz Koyama. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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