Institito de criminalística começa a auditar computadores da CNA

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do Distrito Federal começaram hoje a auditar os computadores da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A medida é a primeira ação policial após a representação protocolada na sexta-feira pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), candidata a presidente da CNA.

Agência Estado |

Ao entrar com a ação, Kátia argumentou que o correio eletrônico privativo dela havia sido "violado".

Segundo o diretor da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil, Cícero Monteiro, os peritos têm até 30 dias para apresentar o laudo. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, mas, se houver um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou do Supremo Tribunal Federal (STF), irá para a Polícia Federal (PF).

Em reportagem, a revista Veja informa que a campanha eleitoral da senadora do DEM do Tocantins em 2006 teria sido bancada, ilegalmente, pela CNA. De acordo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kátia gastou R$ 2,463 milhões na campanha ao Senado - R$ 2,413 milhões foram pagos pelo comitê de financiamento único do PFL, partido que mudou a sigla para DEM. O Banco Itaú deu mais R$ 50 mil para a campanha da senadora do DEM.

A briga entre Kátia e o presidente da CNA, Fábio Meirelles, que é candidato à reeleição, tem atrapalhado o trabalho dos funcionários da entidade em Brasília. Isso porque, na sexta-feira, o centro de informática da CNA foi lacrado por um grupo de assessores ligado a ela. Diante do impasse, alguns auxiliares têm trazido computadores portáteis com acesso à internet por meio de conexão sem fio para trabalhar no escritório.

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