Instalação de CPI da Petrobras fica pra próxima quarta

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), promoveu um acordo de líderes na Casa e adiou a instalação da CPI da Petrobras, que deveria ocorrer nesta quinta-feira. Os líderes de oposição, ACM Júnio (DEM-BA) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) aceitaram a proposta, agendando a reunião de instalação para a próxima quarta-feira.

Severino Motta, repórter em Brasília |


Vamos ser sinceros, amanhã não iria ter quorum, então vamos parar como oba oba. Entendemos que o acordo é para instalar a CPI na próxima quarta, sendo assim aceitamos o acordo, disse Virgílio.

A necessidade de mais tempo para a instalação da CPI está se dando devido a um racha na base aliada do governo. O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), não quer indicar o líder do governo Jucá para a relatoria da CPI. Como cabe a ele a indicação dos membros peemedebistas à comissão, uma queda de braço se instalou no seio governista.

Renan também veta outra indicação do Palácio do Planalto, que é a de colocar Inácio Arruda (PC do B-CE) na presidência. Antes disso, ele e o líder petista, Aloízio Mercadante (PT-SP) já haviam se desentendido. Renan conseguiu vetar a participação do petista na CPI.

No caso de Jucá, Renan quer mostrar força e poder de barganha junto ao governo. O veto a Inácio diz respeito a brigas políticas locais devido às eleições de 2010. Mercadante, por sua vez, disputa poder com Renan e foi um dos principais defensores da cassação do peemedebista quando foi descoberto que ele pagava pensão para sua amante através de um lobista empreiteiro.

Jucá promoveu o acordo de líderes para que a base consiga superar tais divergências e defina quem vão ser os dirigentes da CPI. Enquanto isso não acontecer a base governista não vai dar quórum à CPI, impedindo sua instalação.

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