A instalação da CPI da Petrobras é algo inevitável e consumado na avaliação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Ele fez a afirmação no plenário do Senado, em reação a uma manobra política dos senadores da base do governo que evitou a instalação da sessão inicial da CPI hoje por falta de quórum.

As afirmações de Dias engrossam as manifestações feitas momentos antes pelos senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e José Agripino (DEM-RN) na mesma linha.

"Por mais força que possa ter a maioria, a CPI será instalada", disse Álvaro Dias, referindo-se aos três membros de oposição na CPI contra oito da base governista. "Não queremos dar trabalho ao STF (Supremo Tribunal Federal)", continuou. Dias aproveitou para argumentar que a oposição não tem intenção de desestatizar a Petrobras. "Aqui não há ninguém querendo privatizar a Petrobras, ou comprometer seus investimentos", garantiu.

Na sequência, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) se pronunciou no plenário, argumentando que a manobra governista volta a ferir a imagem do PT. "O governo vem usando a doença da Dilma a todo momento", afirmou, referindo-se ao tratamento de câncer realizado pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Paes finalizou o discurso afirmando que existe "um grupo de picaretas" manchando a credibilidade da Petrobras. "É preciso que se tire o núcleo político da estatal", defendeu.

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