Instalação da CPI da Petrobras deve ser adiada mais uma vez

Brasília - Está praticamente descartada a instalação hoje (10) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras por falta de quórum. Além disso, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) disse há pouco que ¿enquanto não se definir a relatoria da CPI das ONGs, não terá a CPI da Petrobras ou qualquer outra¿. O parlamentar acredita que na próxima semana a situação estará resolvida.

Agência Brasil |

Ele defendeu que no caso da CPI das ONGs a oposição rompeu um acordo com a base governista na distribuição dos cargos, cabendo a presidência à oposição, e a relatoria à base aliada.

Numa manobra regimental, o presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes (DEM-PI) substituiu o relator Inácio Arruda (PCdoB-CE) pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), e agora resiste em voltar atrás.

Você pode ficar zangado para frente, mas não pode retroagir, afirmou o líder do governo ao explicar que esse acordo vale apenas para a CPI das ONGs. Sobre a da Petrobras, ressaltou que nenhum entendimento foi firmado quanto a distribuição dos cargos.

Entenda a CPI

A CPI criada para investigar irregularidades na Petrobras contou com o apoio de 30 senadores, três a mais que o número mínimo necessário para a criação de uma Comissão de Inquérito. O autor do pedido é o senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Em seu requerimento, Álvaro destaca os seguintes pontos a serem investigados:

  • Indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo apontados pela operação Águas Profundas da Polícia Federal;
  • Graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontados pelo Tribunal de Contas da União;
  • Indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apontados por relatório do Tribunal de Contas da União;
  • Denúncias de desvios de dinheiro dos royalties do petróleo, apontados pela operação Royalties, da Polícia Federal;
  • Denúncias de fraudes do Ministério Público Federal envolvendo pagamentos, acordos e indenizações feitos pela ANP a usineiros;
  • Denúncias de uso de artifícios contábeis que resultaram em redução do recolhimento de impostos e contribuições no valor de R$ 4,3 bilhões;
  • Denúncias de irregularidades no uso de verbas de patrocínio da estatal.


A CPI vai ter 180 dias para realizar seus trabalhos, podendo ser prorrogada por igual período. 

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