SÃO PAULO - A inspeção veicular ficará mais rígida em São Paulo a partir do ano que vem. Entre os carros fabricados depois de 2003, que já passaram pela vistoria durante este ano, o índice de reprovação deve aumentar cinco vezes. As mudanças estão previstas num decreto da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente publicado ontem no Diário Oficial da Cidade.

As alterações serão adotadas para adequar a inspeção municipal às regras estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) definidas no mês passado, em Brasília, quando o órgão tornou obrigatória a vistoria em todo o País. Em 2010, toda a frota paulistana de 6,6 milhões de veículos terá de passar pelo teste que avalia a emissão de poluentes.

Este ano os carros foram avaliados de acordo com a antiga norma do Conama que só previa os limites de emissão para veículos fabricados até 1997. Agora, os carros novos terão uma norma própria (e mais rígida): assim, o limite de emissão de monóxido de carbono (CO) passará de 1% para 0,5% - e o teto para emissão de hidrocarbonetos (HC) cai de 700 para 200 partes por milhão.

De 1,6 milhão de carros que já passaram pela inspeção, 160 mil foram reprovados. Em 2010, a estimativa é que serão 800 mil. "Para os veículos fabricados até 1997, o porcentual de reprovação deve ser semelhante aos dos veículos movidos a diesel, em torno de 15%", afirma Márcio Schettino, coordenador do programa em São Paulo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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