Inquérito sobre caso Baronetti deve ser entregue ao Ministério Público ainda hoje

RIO DE JANEIRO - A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, nesta quinta-feira, que o inquérito sobre a morte de Daniel Duque Pitmann, de 18 anos, morto com um tiro durante uma briga em frente à boate Baronetti, na zona sul do Rio, no último sábado, deve ser entregue ao Ministério Público do Rio ainda hoje.

Redação |

O advogado Nélio Andrade, defensor do policial militar Marcos Parreira do Carmo, acusado do crime, informou, nessa quarta-feira, que o grupo de rapazes que estava com Daniel Duque tentou tirar a arma de seu cliente.

Reprodução
Daniel foi morto na porta da boate
Segundo ele, os seguranças da boate também confirmaram isso, em depoimento à polícia. Ainda de acordo com Andrade, os amigos de Daniel disseram, ao depor, estarem alterados por ingestão de bebida alcoólica.


O advogado disse ainda que Daniel chegou a agredir a promoter da boate. Segundo Andrade, o laudo só confirma a versão dos depoimentos a favor do PM. "Os seguranças da Baronetti viram e afirmaram que esse grupo de 10 a 12 rapazes partiu para cima do policial militar, mesmo depois dos disparos. O policial militar não tinha alternativa, eles agarraram a mão dele e, lamentavelmente, houve o disparo.

Andrade destacou que o comportamento do PM é elogiado pelo próprio Ministério Público Estadual. Marcos Parreira está preso no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar desde o último dia 28, e segundo o advogado, está muito abatido. Para Andrade, não houve flagrante porque o PM se apresentou espontaneamente à autoridade policial cinco horas depois do crime e por isso vai pedir à Justiça o relaxamento da prisão do militar.

O caso

Segundo testemunhas, a vítima estava comemorando o aniversário de um amigo na boate Baronetti, em Ipanema, zona sul do Rio. Ele saiu por volta das cinco da manhã acompanhado de dois amigos. Daniel teria seguido na frente com um dos amigos e se envolveu em uma briga com um grupo rival.

No meio da confusão estava Pedro Velasco, filho da promotora do MPE, Márcia Velasco. Para desfazer a confusão, o segurança dele, o policial militar Marcos Parreira do Carmo, deu dois tiros para o alto. Uma das versões atesta que um dos jovens envolvidos na briga tentou tirar a arma do agente que acabou efetuando mais um disparo que acertou Daniel Duque Pittman, de 18 anos. Outra versão registra que a briga começou no grupo em que estava o PM.

Daniel foi levado às pressas para o Hospital Copa D´or, em Copacabana, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A administração da boate Baronetti informou que não foram registradas brigas ou confusões dentro do estabelecimento.

Familiares da vítima irão fazer um manifesto no próximo sábado, a partir das nove da manhã, na praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Eles irão pedir paz no Rio de Janeiro e exigir que os culpados pelo crime não saiam impunes.

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