Inquérito Santa Tereza cita Paulinho 75 vezes

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, pediu arquivamento do caso BNDES ao corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), alegando que seu nome foi citado apenas três vezes na investigação da Polícia Federal. Mas o inquérito Santa Tereza, missão conjunta da PF com a Procuradoria da República que apura desvios de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, revela que o nome do parlamentar é citado pelo menos 75 vezes.

Agência Estado |

Apenas no relatório 10, o último produzido pela Polícia Federal, Paulinho aparece 26 vezes - ora é citado pelas iniciais PA, ora é Paulinho, ora é o deputado federal Paulo Pereira da Silva.

Também é chefe e chefe maior de João Pedro de Moura, o lobista a quem os federais atribuem papel crucial no esquema BNDES, e do coronel Wilson Consani, apontado como araponga de Paulinho para missões ainda não esclarecidas.

O pedetista é mencionado em todas as etapas da investigação, passo a passo, inclusive na fase que antecedeu a operação e também após as prisões, que foram realizadas na manhã de 24 de abril.

Até conversas dele ao telefone estão lançadas nos autos da Operação Santa Tereza. Há longos diálogos, um deles com o advogado Ricardo Tosto, ex-conselheiro do BNDES.

Os investigadores associam Paulinho aos nomes mais importantes na estrutura da organização que se infiltrou em administrações municipais e no BNDES. São três os nomes mais próximos a Paulinho, segundo a PF: Moura, que está preso no Cadeião 2 de Guarulhos, Consani, homem de confiança do deputado, e Tosto. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo."

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