Inquérito que investiga Protógenes será concluído nos próximos dias, diz diretor da Polícia Federal

BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, disse nesta segunda-feira que nos próximos dias deverá ser concluído o inquérito que apura o vazamento de informações da Operação Satiagraha - ação desencadeada pelo delegado Protógenes Queiroz, que chegou a prender, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas, sob acusação de crimes financeiros.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

O delegado Protógenes Queiroz vem sendo investigado pela própria PF, suspeito de ter cometido irregularidades durante o tempo em que esteve à frente das investigações da Satiagraha. Reportagem publicada na edição desta semana da revista "Veja", que diz ter tido acesso aos autos deste inquérito, revela que Protógenes teria até mesmo grampeado ilegalmente os ministros Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), Dilma Rousseff (Casa Civil), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de senadores e governadores.

Questionado sobre a reportagem, Corrêa disse que a PF trabalha com uma tese, a de que nenhum mérito de uma investigação tem o condão de legitimar desvios de conduta. Houve uma matéria jornalística, mas é matéria de investigação ainda não concluída. Nos próximos dias, haverá um relatório conclusivo por parte da PF, anunciou, após encontro com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Agência Brasil
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José Sarney recebe o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa

Luiz Fernando Corrêa descarta ainda que o vazamento do inquérito sobre as supostas irregularidades da Satiagraha tenha partido da Polícia Federal. Segundo ele, o juiz responsável pelo inquérito pode ter mandado cópias dos documentos para a CPI dos Grampos da Câmara dos Deputados.

Não posso afirmar, mas me parece que o juiz tinha tomado a decisão de levantar o sigilo, até porque os autos estão na Justiça há vários dias e teria encaminhado cópias também à CPI, disse.

CPI dos Grampos

O relator da CPI dos Grampos apresentou, na semana passada, o parecer final dos trabalhos, na qual não pede o indiciamento das pessoas investigadas pela comissão, nem mesmo do delegado Protógenes Queiroz. Alguns deputados defendem, porém, a prorrogação da CPI a partir das novas denúncias contra o delegado.

De acordo com Corrêa, ele não terá problemas em depor à CPI novamente. Cidadão nenhum tem o poder, a opção de acolher o 'não'. Servidor público tem a obrigação de vir sendo convocado. Sou um servidor público, qualquer órgão de controle que exige esclarecimento está à disposição, afirmou.

Veja vídeo sobre a reportagem da "Veja":


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