Inquérito que cita Paulinho em desvio de verba vai ao STF

O juiz substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, decidiu remeter ao Supremo Tribunal Federal (STF) cópia do inquérito da Operação Santa Tereza, que aponta o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, como suposto beneficiário de partilha de recursos que teriam sido desviados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A medida, tomada na sexta-feira, acolhe requerimento do Ministério Público Federal.

Agência Estado |

Paulinho é citado diversas vezes nos relatórios da investigação da Polícia Federal. Interceptações telefônicas pegaram integrantes da organização criminosa que agia como elo entre o BNDES e prefeituras dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Norte, Paraíba e Rio de Janeiro negociando contratos para obras fantasmas. O lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor de Paulinho, é apontado como o principal operador do esquema.

Os grampos flagraram Moura e o empresário Marcos Mantovani ajustando a divisão de valor equivalente a 2% a 4% sobre financiamentos concedidos à Prefeitura de Praia Grande (R$ 124 milhões) e às Lojas Marisa (R$ 220 milhões).

Para a PF, Paulinho e o advogado Ricardo Tosto, conselheiro afastado do BNDES, receberam parte do dinheiro desviado. Os federais cravam o nome dos dois como beneficiários do esquema. Tosto foi denunciado pela procuradora da República Adriana Scordamaglia por formação de quadrilha e desvio na aplicação de financiamento (artigo 20 da lei 7492/86).

O advogado Antonio Rosella, que defende Paulinho, disse que o relatório da PF é um absurdo. Segundo Rosella, os autos não contêm um único indício de ilícito contra o deputado. A defesa de Moura informou que ele só vai apresentar sua versão à Justiça. Mantovani e Mourão negam participação no esquema. O advogado Maurício Leite, sócio do Leite, Tosto e Barros - escritório ao qual Tosto é vinculado -, lamentou a denúncia oferecida pela procuradoria. Mas ressalvou: Agora, vamos poder nos defender, vamos produzir provas da inocência de Tosto. As informações são do jornal "O Estado de S.Paulo".

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