Inquérito da PF contra Protógenes não foi orientado por Gilmar Mendes, garante Tarso

RIO DE JANEIRO - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quarta-feira que a abertura do inquérito pela Polícia Federal para investigar a atuação do delegado Protógenes Queiroz na condução da Operação Satiagraha não foi orientada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e nem pela Procuradoria-Geral da República. Segundo ele, a investigação é uma decisão da própria PF.

Agência Brasil |

Nesta terça-feira, a 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo decretou a quebra do sigilo telefônico de Protógenes Queiroz, que investigou crimes financeiros supostamente cometidos por um grupo articulado pelo banqueiro Daniel Dantas, acusado de crimes financeiros e corrupção.

Protógenes está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Federal por suspeita de quebra de sigilo funcional, monitoramento clandestino de políticos e autoridades e uso irregular de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Operação Satiagraha.

De acordo com Tarso, a orientação na PF é tratar as violações de normas internas como qualquer violação de lei na sociedade. Vocês estão vendo este inquérito, e eventualmente depois uma sindicância contra esse delegado, e vocês vão ver muitos. Porque qualquer violação de conduta que os delegados, agentes ou diretores de departamento tiverem será investigada, porque a Polícia Federal tem que dar exemplo, disse.

Tarso disse ainda que o inquérito não é uma arremetida contra Protógenes e nem um adiantamento de opinião de que ele seja culpado.

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