63 animais neste ano no zoológico de Goiânia. De acordo com o documento, não houve uma ação organizada para as mortes e a hipótese de envenenamento foi descartada." / 63 animais neste ano no zoológico de Goiânia. De acordo com o documento, não houve uma ação organizada para as mortes e a hipótese de envenenamento foi descartada." /

Inquérito conclui que animais não morreram por envenenamento no zoo de Goiânia

GOIÂNIA ¿ A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) enviou nesta sexta-feira à Justiça o relatório final do inquérito que investigou a morte de http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/08/27/ministerio+publico+investiga+mortes+de+animais+em+zoologico+de+goiania+8114083.html target=_top63 animais neste ano no zoológico de Goiânia. De acordo com o documento, não houve uma ação organizada para as mortes e a hipótese de envenenamento foi descartada.

Redação |

Segundo o delegado Luziano Carvalho, cinco animais morreram por causa de anestesias aplicadas em janeiro deste ano. Os procedimentos médicos foram realizados durante um módulo do curso de pós-graduação em Medicina de Animais Selvagens e Exóticos, do Instituto Qualitas. O professor José Ricardo Pachaly foi responsabilizado pelos óbitos.

Outro animal, um bisão, também morreu devido a uma anestesia feita para a realização de exames. De acordo com a Dema, esse procedimento, no entanto, foi realizado por veterinários do zoológico. O inquérito policial também concluiu que a morte de um hipopótamo foi causada por tuberculose, mas que não houve um foco da doença no parque.

Noves tracajás e uma tartaruga da Amazônia foram vítimas de ataques noturnos de predadores, segundo o relatório. O delegado Luziano Carvalho constatou durante as investigações que o tanque onde os animais ficavam foram desligados à noite, propiciando o ataque de predadores, cujas marcas das patas ficaram no solo.

A morte de uma girafa foi atribuída a uma anemia crônica, possivelmente causada por subnutrição. O animal foi apreendido em um circo de Brasília que já havia sido indiciado em 2007 por maus tratos. O laudo que irá comprovar a morte da segunda girafa ainda não está pronto.

De acordo com o delegado Luziano Carvalho, além do professor José Ricardo Pachaly, foram responsabilizados pelas mortes dos animais o diretor do zoológico, Raphael Cupertino, e dois veterinários, José Carlos Fávaro e Alcides Mendes de Sousa Júnior. Eles não foram indiciados porque a lei de crime ambiental não prevê situações culposas, ou seja, quando não há a intenção de matar.

Os responsabilizados deverão responder a inquéritos civis. A medida legal é responsabilizar essas pessoas. Não houve intenção de matar, mas algumas mortes ocorreram por negligência, avaliou o delegado, que sugeriu no relatório a transferência do zoológico para outro lugar. Hoje, o parque ocupa uma área de 280 mil m²  no centro da capital goiana, na avenida Anhanguera.

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