A análise de patentes de medicamentos pode ter fila dupla no Brasil. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), muito criticado pela morosidade no exame dos pedidos encaminhados ao órgão, está pronto para criar uma fila para os remédios em geral e outra, preferencialmente, para medicamentos consideradas prioritários para a saúde pública e fabricadas por laboratórios nacionais.

O presidente do Inpi, Jorge Ávila, informou que só aguarda um requerimento formal do governo para criar a fila dupla de análise de patentes de medicamentos. Atualmente, remédios declarados de interesse público têm preferência na fila.

A idéia, porém, é que uma nova norma seja feita, ampliando os casos considerados prioritários. "Não imagino que haja problemas para que a lista de prioridades seja ampliada", afirmou Ávila. A mudança atende um pedido de laboratórios oficiais e de integrantes de um grupo criado pelo governo federal para incentivar o complexo industrial da saúde.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, é um dos defensores da mudança. "Todos os países incentivam a
indústria nacional, não há vergonha nisso", avaliou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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