Inpe indica 197 km² devastados na Amazônia Legal

A Amazônia Legal teve um total de 197 quilômetros quadrados desmatados em fevereiro, março e abril por corte raso ou degradação progressiva, registrou o sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), em levantamento divulgado hoje. A instituição informou que os dados do Deter não significam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da Amazônia, por causa da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e da resolução dos satélites.

Agência Estado |

A informação colhida pelo Inpe, destacou o instituto, serve para revelar o que deve ser prioridade para os órgãos responsáveis pela fiscalização. Acre, Amazonas, Amapá, Tocantins e Maranhão não foram monitorados por causa da alta proporção de cobertura de nuvens.

O Inpe explicou que corte raso é quando a cobertura da floresta é completamente removida num pequeno espaço de tempo. Degradação progressiva é o desmatamento por mudança gradual da cobertura, com elevada intensidade de devastação. Em fevereiro, foram desflorestados 143 km quadrados, em março foram 17 km quadrados e, em abril, 37 km quadrados. De acordo com o Inpe, os números de fevereiro, março e abril são relativamente baixos por causa da grande cobertura de nuvens no período.

Em fevereiro, as nuvens ocultaram 80% da região. Em março, 88% da Amazônia Legal estiveram escondidos dos satélites e, em abril, 73%. Segundo o instituto, não se pode dizer que estes dados reproduzem uma diminuição no desflorestamento em referência ao mesmo período de 2008 porque a espessa cobertura de nuvens restringiu muito a capacidade de observação por satélites.

No trimestre, o Estado com mais áreas derrubadas foi o Mato Grosso, onde foram assinalados 111 km quadrados do total de 197 km quadrados. Entre novembro e abril, quando a intensidade de nuvens da região amazônica prejudica a análise por satélites, o Inpe torna públicas as informações investigadas pelo Deter a cada três meses. A partir de maio, o anúncio dos dados volta a ser mensal.

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