Infraero dá sinais de que não desistirá da administração do Galeão

RIO DE JANEIRO - A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) divulgou nesta sexta-feira uma nota à imprensa destacando suas ações no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O gesto é uma clara resposta às últimas ações e declarações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, que decidiu acelerar o processo de privatização do aeroporto fluminense.

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Em sua resposta, a Infraero lembra que os passageiros que chegarem ao Galeão poderão perceber o ritmo das obras em andamento, independentemente das decisões políticas em relação da possível privatização do Galeão. A empresa listou uma série de iniciativas  implantadas neste ano e outras previstas para 2010, entre elas a reforma e a ampliação das pistas de pouso e decolagem.

Processo de privatização

A resolução do Conselho Nacional de Desestatização (CND) publicada na quinta-feira, no Diário Oficial da União (DOU), dá mais um passo no processo de privatização dos aeroportos internacionais Antonio Carlos Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, e Viracopos, em Campinas (SP).

Assinada por Miguel Jorge, a resolução recomenda ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que autorize a inclusão dos dois aeroportos no Programa Nacional de Desestatização (PND).

O conselho também propõe que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) seja a responsável por executar e acompanhar a privatização dos aeroportos, que hoje são administrados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

A privatização do Tom Jobim foi sugerida pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), em agosto deste ano. Um mês antes, ele já havia defendido que a gestão do aeroporto fosse transferida para o governo estadual.

Cabral alega que o atual estado de conservação do Galeão pode comprometer a candidatura da cidade às Olimpíadas de 2016. Segundo ele, seria necessário investir mais de R$ 500 milhões para adequar o aeroporto às exigências do Comitê Olímpico.

Já em Viracopos, segundo maior terminal de cargas do País, o governo vem investindo pesado para, conforme disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim, torná-lo o grande aeroporto de São Paulo.

Em fevereiro, a Infraero assinou com a prefeitura de Campinas um termo de cooperação mútua para desapropriar áreas no entorno do aeroporto. No local deve ser construída uma segunda pista de pouso e decolagem. O custo inicial da obra é de R$ 500 milhões.

Segundo a Infraero, as importações realizadas pelo Terminal de Cargas de Viracopos registraram uma movimentação histórica no mês de agosto. Foram 15.079 toneladas de mercadorias importadas por meio do terminal campineiro, maior marca desde sua inauguração. O crescimento foi de 23,33% em relação ao mês de agosto de 2007, quando o movimento foi de 12.226 toneladas de produtos.

Novo aeroporto

Nesta sexta-feira, durante um encontro em São Paulo,  Miguel Jorge afirmou que assinou o decreto para a construção do quarto aeroporto no Estado de São Paulo. Segundo ele, a autorização para o início do projeto foi assinada junto ao andamento do processo de privatização.

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