Pai e madrasta são indiciados por homicídio qualificado http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/14/veja_a_cronologia_do_caso_isabella_nardoni_1271167.htmlVeja a cronologia do caso Isabella Nardoni " / Pai e madrasta são indiciados por homicídio qualificado http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/14/veja_a_cronologia_do_caso_isabella_nardoni_1271167.htmlVeja a cronologia do caso Isabella Nardoni " /

Influência do caso Isabella sobre crianças preocupa pais e especialistas

SÃO PAULO ¿ Nas últimas semanas, a morte trágica de Isabella Nardoni, que foi jogada do 6º andar do prédio onde pai e a madrasta moram em São Paulo, choca não só os adultos, mas também muitas crianças. Para pais, psicólogos e educadores, a alta repercussão deste, e de outros casos de violência, assusta e influencia negativamente meninos e meninas de todas as idades, ainda incapazes de compreender o que se passa. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/19/depoimento_de_madrasta_de_isabella_termina_depois_de_quatro_horas_1278629.htmlPai e madrasta são indiciados por homicídio qualificado http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/14/veja_a_cronologia_do_caso_isabella_nardoni_1271167.htmlVeja a cronologia do caso Isabella Nardoni

Juliana Simon, do Último Segundo |

Aos 2 anos e 11 meses, Renato, filho de Ariane Beatriz surpreendeu a família ao descrever o caso com detalhes . A avó chamou para tomar banho e ele disse que viu a poliça na televisão, que o pai e a mãe mataram a menina porque ela fez bagunça. Foi um choque e agora ele comenta o caso todo o tempo. 

Ariane, mãe de outros quatro filhos pequenos, teve que lidar com o caso de maneiras diferentes com cada um. Sua filha mais velha, Eduarda, de 9 anos, já compreendeu a morte de Isabella e faz muitas perguntas. Na escola dela tivemos uma orientação para que se respondesse somente o que eles perguntarem, disse.

Ela concorda com a postura da escola e adota a mesma conduta com Heloísa, de 7 anos. Ela está bem assustada com o caso. Prefiro evitar falar que foi o pai, mas ela também pergunta bastante. É melhor não dar informações a mais do que eles pedem. No caso dela, só faz mais confusão, afirma.

A influência da televisão

Para as mães, a televisão é a maior responsável pela circulação do caso entre as crianças. Segundo Ariane, os plantões dos noticiários entram também no meio de desenhos animados, na parte da manhã. Daí fica impossível tirar as crianças da frente da televisão. Eles acabam vendo mesmo, diz. 

Márcia Nunes, mãe de João Pedro de 5 anos e de Gabriela, de 7 anos, diz estar mais tranqüila, pois seus filhos não assistem aos noticiários. Quando estão assistindo TV, vêem desenhos de canais pagos que não passam essas notícias, diz. A escola, segundo Márcia, também tem evitado falar muito sobre o assunto. A Gabriela perguntou alguma coisa no começo, mas agora nem acompanha mais o que aconteceu. 

Eu faço blindagem. Meu filho não vê TV de adulto, diz Maria Padilha, que trabalha com projetos em educação e tem um filho de 4 anos e meio. Para ela, o risco está no fato de que os menores são muito crédulos. Falar para qualquer criança que uma menina da idade deles pode ter sido morta é gerar insegurança no elo mais forte que eles têm, que é o com os pais, diz.

Apesar da blindagem, Maria Padilha desconfia que seu filho possa ter tido algum contato com o caso Isabella, talvez na escola. Nos últimos dias ele está com medo de dormir sozinho e se diz com medo de que joguem ele pela janela, diz.

O papel dos pais

A superexposição do caso Isabella cria medos maiores que os reais, segundo a psicóloga Cristina Cruz, do Casa Redonda Centro de Estudos. Para ela, a mídia e a sociedade têm repercutido negativamente o papel da madrasta e a real relevância de discutir o fato. Muitos comentam o fato como se fosse comum. Precisamos mostrar que a madrasta não é necessariamente má e que as circunstâncias da morte da menina são um fato isolado, diz.

Raquel Caruso, psicopedagoga e coordenadora da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (Edac), afirma que, mais do que a televisão, os maiores responsáveis pela alta repercussão do caso entre as crianças são os pais e babás. No meu consultório, os pais foram os que mais discutiram a pauta. Entre as mães separadas, o caso trouxe receio em como se deve discutir a guarda partilhada e o papel da madrasta.

Segundo a psicopedagoga, até os 6 e 7 anos, deve-se evitar a exposição das crianças ao debate do caso. Acima desta faixa, ela recomenda que pais e educadores falem a verdade sem fazer pré-julgamentos. Para ela, cabe responder somente o que as crianças perguntarem da maneira mais clara e objetiva possível.

NOTÍCIAS DO DIA SOBRE O CASO

VÍDEOS DO CASO ISABELLA

Laudos

Depoimentos

Prisão

Reprodução

Isabella em vídeo

OPINIÃO

    Leia tudo sobre: isabella

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG