Inflação em SP desacelera a 0,19% em meados de junho

SÃO PAULO (Reuters) - Uma menor alta dos preços de cigarros, remédios e vestuário e uma aceleração da queda no setor de transportes ajudaram a diminuir a inflação ao consumidor em São Paulo, apesar da volta da elevação dos custos dos alimentos. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,19 por cento na segunda quadrissemana de junho, abaixo do avanço de 0,23 por cento registrado na primeira, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira.

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Os preços de Despesas Pessoais, que estão refletindo o reajuste dos cigarros, tiveram alta de 0,57 por cento, abaixo da elevação de 0,94 por cento anterior.

Os custos de Transportes recuaram 0,24 por cento na segunda leitura do mês, ante baixa de 0,17 por cento na primeira.

Os preços de Saúde, que refletem o reajuste recente dos remédios, subiram 0,69 por cento agora, contra alta anterior de 0,81 por cento e os de Vestuário tiveram variação positiva de apenas 0,01 por cento, contra aumento de 0,26 por cento na primeira quadrissemana.

Os reajustes dos cigarros --concedido para aumentar a arrecadação do setor e contrabalançar a perda fiscal do governo com uma série de medidas de estímulo econômico contra a crise global-- e dos remédios pesaram fortemente na inflação desde o mês passado, mas agora começam a perder força e devem se dissipar até o fim de junho, segundo analistas.

Por outro lado, os preços do grupo Alimentação passaram para o terreno positivo, com leve alta de 0,06 por cento na segunda quadrissemana, contra variação negativa de 0,11 por cento na abertura do mês.

O IPC da segunda quadrissemana de junho mediu os preços de 16 de maio a 15 de junho. O índice apura a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

(Por Vanessa Stelzer)

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