Infecção hospitalar: o que é preciso fazer para evitá-la

Infecção hospitalar: o que é preciso fazer para evitá-la Por Adriana Bifulco São Paulo, 21 (AE) - A crescente incidência de infecção hospitalar é um problema comum em todo o mundo. Muitas vezes, o indivíduo foi internado com fratura em uma perna e, devido à infecções hospitalares, sua estadia se prolonga, aumentando os custos para o paciente, sua família, o sistema de saúde e o país, afirma Guillermo Figueroa, microbiologista e chefe do laboratório de microbiologia e probióticos da Universidade do Chile.

Agência Estado |

"Muitos morrem, quando isso não deveria acontecer", complementa.

De acordo com Figueroa, muitos países carecem de informações e outros têm como base dados muito antigos. Nos últimos dez anos, segundo o médico, as doenças hospitalares aumentaram em todo o mundo. "E é possível que esse índice aumente ainda mais na próxima década", enfatiza.

Para a infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Paula, Tânia Strabelli, 70% das infecções hospitalares são causadas por bactérias do próprio paciente, geralmente encontradas na pele, no trato digestivo e genital. "Todos nós temos esses agentes habitando nosso organismo. Quando nossas defesas estão em baixa por doenças, uso de antibióticos ou procedimentos realizados no hospital (como cirurgias, passagem de sonda vesical ou punção de vasos), pode ocorrer uma infecção classificada como hospitalar", explica.

Segundo Tânia, os outros 30% da ocorrência de infecção se devem pela higienização dos instrumentos. Para sanar esse problema, os Estados Unidos realizam um estudo que prova que o cobre evita a ocorrência de infecções hospitalares. "Pode ser fabricado não só mobiliário, como também roupas com microfibra de cobre e material cirúrgico à base desse material", explica Figueroa.

Para o microbiologista, seria menos oneroso fazer esse tipo de investimento do que o gasto que se tem com situações de infecção hospitalar. Nos Estados Unidos esses casos já chegaram a custar US$ 30 bilhões aos cofres públicos. "Os fabricantes de todo o mundo precisam começar a produzir material à base de cobre. Os governos deveriam comparar os gastos com os enfermos e com as medidas preventivas para concluir que compensa muito mais investir na prevenção", afirma Figueroa.

Além disso, o médico acredita que as autoridades de todos os países precisam criar leis que proíbam o uso indiscriminado de antibióticos, que chegam a ser vendidos sem receita médica e usados em situações desnecessárias. "É outra medida importante para evitar o aparecimento de bactérias multi-resistentes, que são de difícil tratamento", concorda Tânia.


BOXE 1: LAVE AS MÃOS CORRETAMENTE PARA EVITAR INFECÇÕES

- É preciso lavar as mãos freqüentemente e sempre que usar o banheiro, trocar fraldas ou ter contato com animais de estimação;
- Também é importante fazê-lo antes de começar a cozinhar ou comer;
- Enxágüe primeiro as mãos e depois use o sabonete e uma esponja. Esfregue as mãos, fazendo com que uma limpe a palma e o dorso da outra, o pulso e as unhas. A lavagem das mãos não deve ser inferior a 15 segundos;
- Caso você se encontre em uma situação emergencial, onde falte o sabonete, use desinfetante. Mas lembre-se: água e sabão são fundamentais;

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