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Indústria naval brasileira definhou nas últimas três décadas, avalia Lula

BRASÍLIA - A quantidade reduzida de navios cargueiros nacionais e os custos com frete marítimo foram criticados nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação dele, a indústria naval brasileira ¿definhou¿ nas últimas três décadas.

Agência Brasil |

Não é possível que um país que tenha quase 95% dos seus produtos transportados, seja para exportar ou para importar, via transporte marítimo e a gente não tenha muitos navios de bandeira brasileira, disse em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente.

Lula lamentou o volume de investimentos feitos a partir dos anos 70 no setor de transporte marítimo do País. O Brasil, na década de 70, tinha a segunda frota naval do mundo. Depois, não sei quem foi que entendeu que o Brasil não precisaria mais de investir na nossa indústria naval e ela foi definhando.

O presidente afirmou que o seu governo tem o compromisso de retomar as injeções de capital na infra-estrutura do transporte hidroviário. Além do aumento da frota, ele defendeu a construção de plataformas petrolíferas em território nacional.

Assumimos o compromisso de que era preciso recuperar a indústria naval, não apenas para produzir novos navios, mas sobretudo construir as plataformas que a Petrobras contrata no exterior, que custam sempre mais de US$ 1 bilhão.

A encomenda de 26 navios pela estatal, a reforma e a construção de novos estaleiros foram destacadas por Lula como esforços para modernizar o setor.

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