A indústria farmacêutica será obrigada a desenvolver ações para detectar, investigar e notificar reações adversas e outros problemas relacionados ao uso de medicamentos no País. Atualmente, essa atividade é exercida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que eventualmente recebe informações repassadas pelo setor.

“Agora, isso também será um dever das indústrias. E o descumprimento será passível de punições”, afirmou o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.

Resolução com o novo formato da farmacovigilância foi publicada anteontem. A indústria terá um ano para se adequar às novas regras. Até lá, o setor terá de implantar uma estrutura para acompanhar as atividades. A Anvisa também criará um sistema para receber as informações. Entre as exigências está o envio de um relatório periódico com informações básicas sobre os medicamentos.

A partir de dados coletados nos serviços de atendimento ao consumidor, relatos de médicos ou profissionais que fazem propaganda nas clínicas, empresas terão de fazer investigações de eventuais problemas, seja interação de medicamentos, efeitos colaterais, falta de efetividade das drogas, intoxicações, erros de medicação ou uso abusivo.

“Até agora, a atividade de farmacovigilância era um pouco passiva. Dependíamos de relatos feitos por usuários, profissionais de saúde ou de empresas para a Anvisa, mas sempre de forma espontânea”, afirma Barbano. Para ele, as empresas são o local ideal para a coleta das primeiras informações sobre problemas. O presidente da Interfarma, Gabriel Tannus, considera difícil que fabricantes escondam resultados indesejáveis. “Não há como esconder uma reação adversa por muito tempo. Isso só prejudicaria a empresa, ainda mais diante das penalidades.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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