Indústria da cana contesta dados do MMA sobre poluição

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) rechaçou a metodologia usada pelo Ministério do Meio Ambiente na avaliação de emissões de veículos, que apontou que os carros a álcool poluem tanto quanto os à gasolina. Segundo a principal entidade do setor industrial sucroalcooleiro, a avaliação, divulgada ontem, e que considerou apenas as emissões de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos e óxido de nitrogênio, foi equivocada, pois deveria também considerar as de outros poluentes, como gás carbônico (CO2) e óxido de enxofre (SO2).

Agência Estado |

"Fossem os dados compilados de forma completa, incluindo-se dados de gás carbônico), óxidos de enxofre e partículas, o ranking (dos veículos mais poluentes) produzido pelo Ibama apresentaria resultados muito diferentes, particularmente no tocante a carros utilizando o etanol," informou o presidente da Unica, Marcos Jank. Para ele, "um conjunto de erros e omissões na elaboração da metodologia afeta negativamente o resultado do trabalho do Ministério".

O executivo considerou "decepcionante" o Ministério do Meio Ambiente excluir a avaliação de emissões de CO2 nos veículos "ignorando a existência de grandes esforços mundiais para desenvolver e adotar os chamados combustíveis de baixo carbono. Assim, o principal responsável pelo aquecimento global ficou de fora," afirmou.

A Unica cita que entidades globais como a Agência Internacional de Energia reconhecem que a produção e o uso do etanol brasileiro de cana reduzem as emissões de dióxido de carbono em até 90% ante a gasolina, o que, na opinião de Jank, não foi devidamente destacado pelo Ministério.

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