Índios resistem à presença da Polícia Federal e mantêm reféns em Avaí

AVAÍ - Uma equipe da Polícia Federal de Bauru chegou, na tarde desta quarta-feira, à cidade de Avaí, no interior de São Paulo, para tentar negociar com os índios que mantêm três funcionários do Fundação Nacional do Índio (Funai) reféns desde terça-feira. No entanto, mesmo com a presença dos policiais, os índios não cederam e o impasse permanece na região. O grupo protesta contra a mudança de um escritório da fundação de Bauru para Itanhaém, no litoral sul do Estado.

Redação com Agência Estado |

Segundo informações do chefe da delegacia de Polícia Federal em Bauru, Antônio Vaz de Oliveira, a equipe já retornou do local para fazer um estudo da situação. "A polícia tentou convencer os índios a liberarem os reféns, mas eles não quiseram. Não houve sucesso", afirmou.

Oliveira acredita que a presença da PF pode piorar a situação. "O cacique foi alertado de que está cometendo um crime, mas não é aconselhável o emprego da força para realizar o resgate", explicou.

A polícia informou que aguarda a apresentação de alguma proposta aos índios por parte da direção da Funai.

Conforme o chefe da PF de Marília, o delegado esteve com os reféns e constatou que eles não estão sofrendo maus-tratos, até porque dois são índios.

O caso

Na noite de terça-feira, quatro funcionários da fundação, um deles chefe do posto de Bauru, foram levados para a aldeia em Avaí como reféns para ajudar nas negociações, segundo informações do líder da aldeia Ekerua, Lourenço de Camilo. Na madrugada, uma das vítimas foi liberada após passar mal.

Além de serem contra a mudança do escritório,  eles reivindicam a indicação de um dos índios da aldeia para o cargo de administrador do escritório regional pois "o posto está sem administrador há um ano", segundo Camilo.

De acordo com funcionários da Funai e o cacique Jasoni, os funcionários passam bem e já se comunicaram com a fundação, dizendo que estão sendo bem alimentados e o clima está tranqüilo na aldeia, que abriga mais de 600 índios.

Na noite de terça-feira, cerca de 200 índios Terena, Guarani e Caiagangue chegaram a interditar a Rodovia Bauru-Marília com tratores e galhos para pedir a presença de representantes da Funai.

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