O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulga nesta quarta-feira em Brasília o relatório anual sobre violências contra povos indígenas. Dados parciais revelados na segunda-feira apontam que, assim como no ano anterior, as maiores vítimas da violência em 2008 foram os índios guaranis-caiuás, em Mato Grosso do Sul. Do total de 60 assassinatos registrados no País, 42 ocorreram no meio daquele povo.

Também aconteceram ali todos os 34 casos de suicídios assinalados no Brasil. No conjunto, seriam 76 mortes violentas entre os guaranis-caiuás. O relatório do Cimi, vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aponta, além de mortes violentas, casos de conflitos territoriais, ameaças ambientais em terras indígenas, perseguições e falhas na ação do poder público. Neste capítulo, o principal destaque é a omissão na área de assistência à saúde.

O Cimi relacionou 68 mortes decorrentes da falta de assistência. Mais da metade delas (37) era de casos de menores de 5 anos. Em todos os Estados, segundo o relatório, os índios reclamam de falta de médicos nas aldeias e nos postos de saúde, falta de medicamentos e transporte para doentes. Embora alto, o número de assassinatos no País diminuiu consideravelmente em relação a 2007, quando foram registrados 92 casos. Mesmo na área dos guaranis-caiuás, o número diminuiu, passando de 53 para 42. Os suicídios, porém, aumentaram de 28 para 34.

(Com informações do jornal "O Estado de São Paulo")

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