Índios protestam contra decreto que impede renovação do Projeto Xingu

Cerca de 180 lideranças indígenas reunidas no 5º Encontro de Mulheres do Parque Xingu protestam neste fim de semana contra a saída da equipe da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) da região, que deverá ocorrer até 31 de dezembro. Os médicos da Unifesp devem deixar o parque porque um decreto assinado em julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai impossibilitar a renovação do Projeto Xingu, segundo informações da universidade.

Agência Estado |

Contrário às mudanças na assistência à saúde indígena proposta pelo Ministério da Saúde, é a segunda manifestação nos últimos 15 dias. A nova lei impede assinatura de convênios com entidades dirigidas por servidores públicos federais, o que impossibilita a continuação do trabalho da Unifesp.

A equipe da universidade que atua no Xingu, além de professores e estudantes voluntários, é contratada e mantida com os recursos desse convênio que, segundo a Unifesp, pela primeira vez não poderá ser renovado. O Projeto Xingu, criado há 43 anos por médicos da Unifesp e pelos irmãos Villas-Boas e que é responsável pelo atendimento a mais de 4 mil indígenas.

AE

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