Índios mantêm funcionários da Funai reféns no interior de São Paulo

BAURU - Índios das tribos Terena, Guarani, Caigangue e Crenaque mantêm cinco funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) reféns desde a tarde de quarta-feira na sede do órgão em Bauru, no interior de São Paulo. A informação foi confirmada pelo índio Richard Caetano, da tribo Terena, que está no prédio.

Redação |

Ssegundo Caetano, cerca de 60 índios tomaram o prédio e, entre eles, há mulheres e crianças. Não foi permitida a entrada de nenhum funcionário da Funai no local nesta sexta-feira.

Na tarde de quinta-feira, uma mulher de 35 anos, que também era impedida de sair, foi liberada por apresentar problemas de saúde.

Apesar de não deixar que os funcionários saiam do órgão, Caetano diz que a manifestação é pacífica. "Os reféns estão alimentados e estamos fazendo o possível para que fiquem bem", disse. Não há ninguém ferido, segundo ele.

O protesto é contra a transferência da sede da Funai em Bauru para Itanhaém, no litoral do Estado. "Estamos lutando para deixar a sede em Bauru mesmo. Queremos um núcleo para atender essa população", afirmou Caetano, por telefone.

Ontem, os indios tiveram contato com o presidente da Funai, em Brasília, e prometeram que só irão acabar o protesto quando obterem uma resposta sobre a mudança da sede de local.

A assessoria de imprensa da Funai foi procurada, mas não comentou o caso.

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