Índios exigem mais verba de companhia energética

Policiais federais ocupam a subestação da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) localizada na reserva indígena de Águas Belas, município a 314 quilômetros do Recife. O objetivo é impedir que ocorra nova ação dos índios da tribo Fulni-ô, que na quinta-feira provocaram um curto-circuito no local, interrompendo o fornecimento de energia elétrica em três municípios da região - Águas Belas, Iati e Itaíba.

Agência Estado |

Cerca de 27 mil residências ficaram sem energia por 7 horas e 40 minutos.

Por determinação judicial - a pedido da Celpe - os policiais federais fizeram vistoria na área e permanecem no local desde então. De acordo com a administradora regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Pernambuco, Estela Parnes, a interrupção foi um alerta diante do impasse entre a tribo e a empresa sobre a indenização pelo uso das terras.

Os Fulni-ô - população de 4.301 indígenas - ocupam 11,5 mil hectares em Águas Belas. De acordo com a Funai, a Celpe pagava indenização pelo uso da área a cada dois anos, cumprindo contrato firmado em 1987 com os indígenas. Pelo último período de dois anos, encerrado em julho, a empresa pagou R$ 80 mil. Os Fulni-ô propuseram, então, o pagamento de R$ 2 milhões para a empresa continuar utilizando a reserva. Como a empresa considerou a proposta "inegociável", os Fulni-ô pediram sua saída da área.

Em nota, a Celpe informou que o curto-circuito ocorreu depois que foi arremessada, intencionalmente, uma haste metálica contra fios de alta tensão. A empresa acionou o Ministério Público Federal para intermediar uma retomada das negociações com os indígenas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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