Índios da Serra do Sol voltam às aldeias após julgamento

BRASÍLIA - Os 400 índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, que estavam reunidos na Vila Surumu, começaram a retornar para suas aldeias, a maioria delas em áreas montanhosas, em regiões de fronteira com a Venezuela e a Guiana. Eles prometem ficar em estado de alerta até a próxima sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar da questão da demarcação do território.

Agência Estado |

Assim que a sessão for marcada, eles voltarão a se reunir na vila, na entrada da reserva, para acompanharem a votação dos ministros.

Na noite de ontem, eles fizeram um forró para comemorar a reunião dos "parentes", como costumam se chamar, e o voto do relator do processo, o ministro Carlos Ayres Britto, favorável à demarcação em área contínua. A festa, que se estendeu até as duas da manhã, foi animada por música nordestina com cantores índios, tudo embalado por um teclado eletrônico.

O acampamento indígena começou a ser desmontado no início da manhã, quando eles puseram suas redes e malas em caminhões. Antes de partir, os índios ainda participaram de um café coletivo. Os partidários dos arrozeiros, contrários à demarcação em área contínua, haviam feito sua comemoração assim que a sessão foi suspensa, com fogos de artifício. Depois disso foram embora da vila.

O julgamento

Um pedido de vista feito pelo ministro Menezes Direito adiou o julgamento sobre a legalidade da demarcação contínua da Raposa Serra do Sol. Pouco antes do pedido, o ministro Ayres Britto, relator da matéria, deu razão aos índios e votou pela retirada dos produtores de arroz da região. Para evitar conflitos na área, o advogado-geral da União, Antônio Dias Toffoli, garantiu que as tropas da Força de Segurança vão permanecer em Roraima até decisão final da Corte. Veja como foi o julgamento .

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