Índios criticam PAC e pedem aprovação de estatuto no Congresso

BRASÍLIA - Com cartazes dizendo fora o PAC e não às hidrelétricas, o PAC ameaça as terras indígenas e provoca mortes dos povos, cerca de 450 índios promoveram nesta quarta-feira, no Salão Negro do Congresso Nacional, o ato comemorativo Brasil indígena, realizado todos os anos desde 2004 no mês de abril. Na ocasião, uma carta pedindo a aprovação do estatuto dos povos indígenas foi entregue ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Além das críticas ao PAC, lideranças indígenas pediram o fim da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão responsável pela saúde indígena desde 1999, e a aprovação do estatuto das sociedades indígenas, que tramita há 17 anos no Congresso Nacional.

"Pedimos a extinção da Funasa, que está matando os povos indígenas", disse o líder indígena designado para falar durante o evento, Gersinaldo Cabral Sateré.

Ele ainda pediu apoio dos parlamentares no processo de retirada de não indígenas na reserva Raposa Serra do Sol em Roraima, já que produtores de arroz se recusam a sair da região.

No evento, Gersinaldo entregou uma carta dos povos indígenas para o presidente da Câmara, Chinaglia, reivindicando a aprovação do estatuto dos povos indígenas e a reprovação de projetos de Lei e de Emendas à Constituição que retirem direitos indígenas.

Chinaglia comentou que o estatuto tramita há 17 anos na Câmara e que ele só é presidente há pouco mais de um ano. De acordo com o petista, desde o inicio de seu mandato só foram votadas medidas provisórias.

Apesar disso, ele se comprometeu a colocar o estatuto em votação e destacou que agirá de forma imparcial. Chinaglia lembrou aos índios que é necessária uma articulação política junto aos líderes do Congresso, visando a aprovação da matéria.

"Tem que ter compreensão que se colocar para votar não tem garantia que vai ser aprovado", frisou. "Tem que falar com os líderes", pediu aos indígenas.

Em relação à reserva Raposa / Serra do Sol, Chinaglia comentou que uma delegação de deputados e senadores será enviada para acompanhar o processo de desocupação de não índios na área.

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