BELÉM - A nona edição do Fórum Social Mundial (FSM) quer reunir o maior número de representantes indígenas desde o início do encontro, em 2001. Boa parte desse grupo já chegou a Belém, sede do evento em 2009. São esperados cerca de 3 mil indígenas, além de outras 270 lideranças de comunidades internacionais.

Cinquenta e seis índios da tribo Tucuxi, do sudeste do Pará, viajaram sete dias de barco e chegaram neste domingo (25) à capital paraense. O coordenador da delegação, Haroldo Saw, conta que a tribo veio para defender no fórum o respeito pela floresta.

O mundo tem que saber que existem pessoas que sobrevivem por meio dessa floresta, que dependem dela. Mas não só os índios dependem da Amazônia, várias outras pessoas também. A nossa expectativa é de que a floresta tenha mais segurança, disse.

Como o Fórum Social Mundial reúne participantes de todo o mundo, Haroldo acredita que a presença dos índios será uma forma de chamar atenção para o problema desses povos em escala global. É uma oportunidade para dizer o que a gente quer, o que a gente sente, o que a gente tem sofrido. As nossas terras estão sendo invadidas por pescadores, garimpeiros, madeireiros, então é um risco muito grande para nossa floresta, afirmou.

Os indígenas estão alojados em cinco escolas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém. No primeiro dia da programação oficial do fórum, nesta terça-feira (27), eles vão fazer um ato no campo de futebol da universidade no qual pretendem formar uma faixa humana com a inscrição Salve a Amazônia.

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