Índice de ocorrências policiais no metrô de São Paulo diminui 85%

SÃO PAULO - O Metrô de São Paulo reduziu em 85% o índice de ocorrências policiais registradas nas estações para cada milhão de passageiros em pouco mais de dez anos. No primeiro semestre deste ano, foram 579 casos notificados e, com esse número, a companhia atinge pela primeira vez o padrão internacional em segurança para o sistema metroviário de, no máximo, 1,5 ocorrência para cada milhão de usuários.

Agência Estado |

Em 1998, os 6,5 mil casos policiais nas estações equivaleram a 9,7. O ano passado fechou com 1,6 mil registros de violência (1,9).

"Trabalhamos hoje com base em fatos e dados. Avaliamos tudo o que aconteceu na semana anterior e discutimos com a equipe", disse o chefe do Departamento de Segurança, José Luiz Bastos. Para ele, essa estratégia fez a diferença no período de redução das ocorrências. Ter controlado as brigas de torcedores em dias de jogos de futebol é um dos orgulhos. "Pensamos até em apresentar esse exemplo em congressos internacionais", disse.

No primeiro semestre deste ano, foram registrados em média dois casos de furto e roubo por dia. Esse número já foi maior: em 2004, eram quase cinco. A queda foi possível com o aperfeiçoamento da segurança. Imagens geradas por 860 câmeras são acompanhadas em tempo real por três funcionários, gravadas e arquivadas por sete dias. Até o fim do ano, o Metrô pretende investir mais R$ 20 milhões em segurança.

Estações - Hoje, porém, um dos maiores desafios é reduzir a violência em cinco estações do sistema: Sé, Barra Funda, Tatuapé, República e Paraíso. Dos 58 pontos de embarque e desembarque, essas respondem por quase metades das ocorrências policiais. E furto e roubo somam 48% dos registros. Segundo o Departamento de Segurança, os números refletem a quantidade de passageiros que circulam pelas estações e a situação externa dos locais, em regiões centrais e de alto movimento.

A Sé concentra 18% das ocorrências policiais; a Barra Funda, 9%; Tatuapé, 7%; República, 5%; e a Estação Paraíso, 3%. Pelas catracas dessas estações passam cerca de 20% dos passageiros dos sistema metroviário de São Paulo por dia.

(Com informações do jornal "O Estado de São Paulo")

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