Indiana Jones volta mais velho, mas o carisma continua o mesmo

Héctor Llanos Martínez Redação central, 22 mai (EFE) - Apesar de já terem se passado quase 20 anos desde sua última aventura, Indiana Jones mantém quase todas as particularidades que formam sua personalidade e o transformam no protagonista de uma das sagas cinematográficas mais bem sucedidas e cujo quarto filme estréia hoje nas salas brasileiras.

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Este foi um dos projetos mais aguardados da indústria e, finalmente, após sua première exclusiva no fim de semana passado no Festival de Cinema de Cannes, os espectadores poderão rever o herói mais emblemático da década de 80 em "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal".

A fita de Steven Spielberg tem como objetivo conquistar uma nova geração, ganhando ainda mais em espetacularidade e oferecendo um saudável exercício de autoparódia - e um certo grau de nostalgia.

O filme faz várias referências às particularidades do personagem encarnado por Harrison Ford, de 65 anos, que servem para aliviar a carga de ação com contínuos golpes de humor.

O novo episódio da série de aventuras produzida por George Lucas, o verdadeiro responsável pelo retorno de Indiana Jones às telas do cinema, coloca o arqueólogo mais corajoso que a realidade ou mesmo a ficção poderiam ter imaginado nos mais diferentes lugares e escondidos lugares do território peruano.

O herói, desta vez com cabelos brancos, sai à busca de uma cidade feita de ouro para devolver ao local um de seus tesouros, a caveira de cristal que centra a ação desta nova saga de Jones.

Estão de volta seu inconfundível chapéu, sua jaqueta de couro e seu inseparável chicote.

Apesar disso, a Guerra Mundial anunciada na terceira aventura do arqueólogo, "Indiana Jones e a Última Cruzada" (1989), deu lugar à Guerra Fria.

Com isso, o herói desta vez terá que enfrentar os agentes soviéticos que querem se apoderar da caveira de cristal e que têm como líder a fria e calculista Irina Spalko, interpretada por Cate Blanchett, uma das principais atrações desta aventura.

O tempo passou para o personagem, e agora ele divide o peso nas complexas cenas de ação com Mutt Williams (Shia LaBeouf), um jovem e impulsivo "dublê" de Marlon Brando que é filho de Marion.

Sim, a personagem com a qual Indiana Jones compartilhou a busca pela Arca da Aliança em "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida", o primeiro filme do personagem, está de volta, e, para o papel, Spielberg voltou a resgatar Karen Allen após 19 anos.

Shia LaBeouf se transformou na promessa mais sólida de Hollywood graças ao persistente apadrinhamento de Spielberg, que lhe incluiu em todos os seus projetos: "Transformers" e o ainda inédito "Eagle Eye".

Houve apenas mudanças estritamente necessárias para uma história com os mesmos paradoxos e morais das outras aventuras.

Não podiam faltar as perseguições, os abismos e as pragas de insetos, nem os traidores e os muito inimigos a combater no longo caminho para resolver um mistério insondável no império maia, dono de 13 caveiras de cristal que, unidas, podiam salvar a Terra, afirma a lenda.

Indispensáveis para desvendar todos estes mistérios são os britânicos John Hurt, Ray Winstone e Jim Broadbent, que também se somam à trama de "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal".

Com esta produção, cujo orçamento superou os US$ 125 milhões, deixa um gancho para o quinto filme, como anunciou o próprio Spielberg se as expectativas de arrecadação forem atingidas. EFE hlm/db

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