Incra terá pesquisa sobre produção em assentamentos

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, anunciou, ao rebater a conclusão da pesquisa Ibope sobre a situação dos assentamentos brasileiros, que até o final do ano o Incra terá os resultados de um levantamento que está sendo feito pela área técnica para ter dados precisos sobre a produção nos assentamentos. A amostragem que vamos ter será muito mais representativa e devidamente extratificada, levando em consideração as características específicas das comunidades e das regiões, comentou.

Agência Estado |


O levantamento, segundo ele, está sendo feito por 3,5 mil técnicos do Incra, tomando como base os dados levantados pelas pesquisas domiciliares do IBGE em todo o País.

Apesar de não apresentar dados para rebater a conclusão da amostra do Ibope de que 37% das famílias assentadas nada produzem, o dirigente do Incra citou exemplo de assentamentos que têm algumas produções como um localizado em São Miguel do Oeste (SC), onde se produz 330 mil litros de leite por dia. "Isso não é nada?", questionou. "Nós não estamos num estágio da reforma agrária em que se possa medir o sucesso do processo pela produção ao mercado", completou.

O presidente do Incra também questionou o dado da pesquisa do Ibope mostrando que 46% dos entrevistados têm a terra adquirida de uma outra pessoa, sem vínculo sanguíneo. Segundo Rolf Hackbart, o dado com que o Incra trabalha é uma pesquisa interna, feita em 2004, mostrando que apenas 10% das famílias assentadas vendiam as terras recebidas. "Isso é ilegal e nós estamos sempre combatendo essa situação", afirmou ele, lembrando, no entanto, que a lei permite que, após 10 anos de titularidade da propriedade, a terra repassada a assentamentos pode ser comercializada.

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