Incêndio em Diadema é controlado e chamas são apagadas; 17 pessoas foram atendidas

SÃO PAULO - Os bombeiros controlaram, por volta das 10h30 desta sexta-feira, o incêndio que atingia uma fábrica de produtos químicos, localizada à rua Henrique de Leo, no Jardim União, em Diadema, Grande ABC, desde as 7h30. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, por volta de 11h, as chamas do local já haviam sido extintas, mas o trabalho de rescaldo ainda é realizado.

Redação com agências |

AE
Incêndio em fábrica de Diadema
Incêndio em fábrica de Diadema

Pelo menos 17 pessoas foram atendidas pelos centros médicos em decorrência do incêndio. Segundo a Secretaria de Saúde, foram registrados 10 atendimentos ocasionados por intoxicação ¿ duas foram encaminhadas para o Pronto-Socorro, cinco para a UBS Eldorado e três para o Hospital Municipal. Também foram socorridos três pessoas com crise nervosa, dois com ferimentos leves, um caso de crise convulsiva e uma gestante.

O Centro de Informações do Corpo de Bombeiros afirma, porém, que o número de vítimas pode ser maior, já que diversas pessoas teriam procurado atendimento médico por conta própria. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, chegou a ser deslocado para ajudar no resgate de outras vítimas.  

As labaredas chegaram a atingir altura equivalente à de um prédio de três andares. Os bombeiros usaram jatos de espuma para combater as chamas.

Por causa dos produtos químicos que se espalharam pela rua, o fogo atingiu vias no entorno e diversas casas. Os bombeiros informaram que três escolas foram evacuadas. Segundo a Defesa Civi, oito casas foram interditadas e outras 20 residências foram evacuadas durante o incidente. A prefeitura informou que as famílias que tiveram as casas atingidas serão encaminhadas ao Ginásio Esportivo Rômulo Arantes do Nascimento, no Jardim Portinari, que está sendo preparado para receber os desalojados.

De acordo com informações da prefeitura da cidade, a empresa responsável pelo local é a Dial Química Distribuidora. A empresa também tinha autorização de funcionamento da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).  

Todos os alvarás foram concedidos no ano passado. Contudo, o Corpo de Bombeiros não soube esclarecer se a vistoria de segurança na empresa estava atualizada.

Por causa do incêndio, a energia elétrica foi cortada no bairro. Diversas famílias também ficaram sem telefone. Segundo a Telefônica, uma equipe está no local aguardando a liberação da área para fazer os reparos necessários.

Duas equipes da Congás foram deslocadas para monitorar a situação na região. Nas proximidades do local, a cerca de 80 metros, há uma rede de subterrânea gás, e o temor é que as chamas poderiam atingí-la. O gás não foi cortado.

O secretário de Assuntos Jurídicos da prefeitura, Airton Germano, calcula que 150 pessoas morem no entorno da Dial Química Distribuidora, uma área mista de residências e indústrias. Mas, segundo ele, ainda não é possível estimar quantas pessoas tiveram que ser transferidas da região.

Moradores assustados

Os moradores do entorno ficaram surpresos com as explosões de hoje pela manhã. O comerciante João Gomes Coelho, de 45 anos, contou que estava dormindo quando ouviu a primeira explosão. Ele disse que imediatamente ligou para o Corpo de Bombeiros e 40 minutos depois as viaturas começaram a chegar.

Coelho teve a casa interditada e, por ter problemas de saúde, precisou de autorização dos bombeiros para entrar no imóvel e pegar medicamentos. Os moradores aguardam autorização para voltar a ocupar suas residências.

Causas do incêndio

O prefeito de Diadema, Mário Reali, disse que irá "apurar as causas do incêndio. "Não conseguimos contato durante com os responsáveis pela empresa durante o processo do incêndio, mas vamos apurar se havia material estocado em quantidade acima da permitida", afirmou. Ainda é desconhecida a causa do incêndio.

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(*Com informações da Agência Estado e Brasil)

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