Inca quer incentivar diagnóstico precoce de câncer infantil

Difícil de diagnosticar precocemente, o câncer infantil é a primeira causa de morte em crianças maiores de 4 anos, excluídas as causas externas. Todo ano, 160 mil crianças são diagnosticadas com câncer no mundo.

Agência Estado |

No País, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), deverão ser registrados em 2008 cerca de 9.890 novos casos da doença. Para que profissionais peçam exames para investigar a possibilidade da doença, o Inca lançou um projeto que vai fazer o levantamento do câncer pediátrico no País.

"O câncer em crianças e adolescentes, geralmente, apresenta sintomas similares à doenças comuns, dificultando muito o diagnóstico precoce. E, quando esse diagnóstico ocorre no início, as chances de cura são de 70%. Por isso, é preciso a sensibilidade do profissional para que se pense na possibilidade da doença, peça o exame e realize um acompanhamento", diz a pediatra Tereza Costa, coordenadora do Fórum Integral da Criança e Adolescente com Câncer.

O projeto do Inca, em parceria como Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), Instituto Ronald McDonald e o Instituto Desiderata, pretende reduzir o tempo entre o início dos sintomas da doença e o diagnóstico, para agilizar o tratamento. "Assim, é possível se reduzir a taxa de mortalidade de crianças e adolescentes pela doença", completa Tereza.

Em 2007, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 52.392 internações por câncer em pacientes entre 5 a 19 anos. Hoje 80% das crianças com câncer vivem em países subdesenvolvidos. A desinformação e a dificuldade de acesso ao sistema de saúde são apontados como obstáculos para diagnóstico precoce e tratamento dos pacientes.

Tumores

O câncer infanto-juvenil tem pouca possibilidade de prevenção, representando entre 0,5% e 3% de todas as neoplasias na maioria das populações. "Os tumores pediátricos apresentam menores períodos de latência, crescem rapidamente e são mais invasivos. Porém respondem melhor ao tratamento e são considerados de bom prognóstico", explica Tereza.

Em geral, a incidência total de tumores malignos na infância é maior no sexo masculino. Dos cânceres infantis, a leucemia é o tipo mais freqüente. Entre elas, a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é de maior ocorrência em crianças na maioria das populações. Em relação aos linfomas, o mais incidente na infância é o Linfoma não-Hodgkin.

Os tumores de sistema nervoso, que predominam no sexo masculino, ocorrem principalmente em crianças menores de 15 anos, com um pico na idade de 10 anos, e representam cerca de 20% dos tumores infantis. Os tumores ósseos têm sua maior ocorrência nos adolescentes. O retinoblastoma (que se localiza nos olhos) é responsável por cerca de 2% dos tumores infantis.

Liliam Raña

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