Apesar da lei que entrou em vigor na quarta-feira para assegurar a realização da mamografia pelo SUS em toda mulher acima dos 40 anos, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) recomenda o rastreamento apenas na faixa etária de 50 a 69 anos. “A lei não muda nada, apenas assegura um direito que as mulheres já tinham.

Quando houver indicação para mamografia, ela será feita. Mas não achamos necessário adotar o rastreamento na faixa de 40 a 49 anos”, diz o diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini.

As entidades de apoio às mulheres com câncer de mama criticam a orientação. A relações públicas Valéria Baraccat, de 48 anos, diretora do Instituto Arte de Viver Bem, diz que só está viva porque fez o exame com 43 anos e detectou o tumor em estágio inicial. “O governo está desesperado porque não vai ter mamógrafos para essa população toda.”

Para cumprir a nova lei à risca, o SUS teria de incorporar exames para 9 milhões de mulheres, que se somariam às 10,3 milhões da faixa etária de 50 a 69 anos. As diretrizes do Inca, que são baseadas no documento internacional Consenso para o Controle do Câncer de Mama, são adotadas pelo Ministério da Saúde na prevenção, controle e combate à doença. Atualmente, o monitoramento de mulheres sem sintomas, ou rastreamento, é realizado a cada dois anos entre os 50 e 69 anos. Em outras idades, o Inca indica a mamografia apenas quando há histórico familiar ou quando o exame clínico indica alguma suspeita da doença. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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