Inca diz que errou e reforça exame para câncer de próstata

“O Inca (Instituto Nacional de Câncer) errou. Houve equívoco de um técnico que se confundiu e transmitiu uma informação errada”, afirma Luiz Borges, presidente do instituto.

Agência Estado |

Na semana passada, técnicos do Inca afirmaram que só deveria procurar o médico para fazer exames de dosagem de PSA e de toque retal pacientes com sintomas de câncer de próstata ou quem tivessem histórico familiar da doença. Para os demais, ficou o entendimento de que ele não seria mais necessário, contrariando as recomendações médicas tidas como consenso até então.

“Nossa recomendação é que todo homem acima dos 45 anos faça anualmente exames para detecção do câncer de próstata”, reforça Borges. O caso provocou controvérsia que envolveu outros especialistas e sociedades médicas, que reagiram contestando a informação e levando o instituto a se pronunciar para esclarecer o assunto.

Borges admite ter recebido, pela ouvidoria da instituição, centenas de reclamações e pedidos de esclarecimento. Ele explica que a posição do instituto sobre o tema está definida em documento assinado em 2002 com a Sociedade Brasileira de Urologia. Nele, a indicação do exame anual, tanto de toque quanto da dosagem de PSA, é indicada a todos os homens como prevenção. “Desde então, nada mudou e nossa posição continua a mesma para os homens a favor do exame de rotina”, diz.

AE

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