O aumento do imposto sobre cigarros anunciado anteontem pelo governo tem potencial para reduzir a médio prazo em até 4% o número de fumantes no País. A informação é da coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Tânia Cavalcanti.

A estimativa é feita com base em estudos do Banco Mundial que relacionam o aumento de preço com a queda do número de dependentes.

“Se os fabricantes repassarem integralmente o aumento para o preço dos cigarros, podemos assistir a uma redução que chega a esse porcentual”, diz. Esse efeito, no entanto, não é imediato nem linear. De acordo com Tânia, é preciso, cuidar, por exemplo, para que não haja aumento do contrabando do cigarro e para que políticas preventivas sejam mantidas.

Elevar o preço dos cigarros é uma das medidas consideradas mais eficientes para combater o tabagismo, dizem especialistas. A estratégia, preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao mesmo tempo evita o ingresso de jovens ao tabagismo e desestimula o consumo do produto entre os mais pobres - grupo mais vulnerável à indústria do cigarro. Apesar dos argumentos de especialistas em saúde, o cigarro brasileiro é um dos mais baratos do mundo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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