Improviso dá o tom no desfile de São Paulo

Brancas, volumosas e imponentes, as penas de faisão albino representam o luxo nos desfiles. Foram artigos raros no carnaval de São Paulo deste ano.

Agência Estado |

Com a alta do dólar, cada pena, que custava R$ 95 no ano passado, triplicou de preço e chegou aos R$ 300. As penas falsas, sintéticas ou de tecido, nacionais, que custam R$ 0,80 cada e imitam penas de aves, foram a salvação. Só as rainhas de bateria ou os destaques, que chegam a investir R$ 30 mil na fantasia, puderam exibir sem dó os penachos pela passarela.

No carnaval da crise e da desvalorização cambial, os produtos nacionais garantiram a festa paulistana, com valores de 30% a 50% mais baixos do que os importados. “Fazia tempo que a situação das escolas não era tão difícil. Sorte é que as empresas brasileiras deram conta de fornecer. Mas foi preciso criatividade para o desfile caber no orçamento”, conta o carnavalesco Carlos Negri, da Unidos do Peruche.

A dificuldade financeira das escolas foi ainda pior porque o carnaval paulistano, apesar de competir em audiência com o do Rio, não é autossustentável. Segundo o presidente da Nenê de Vila Matilde, Alberto Alves da Silva Filho, o Betinho, pelo menos nove das 14 escolas do Grupo Especial acumularam dívidas neste ano que representam até 40% do orçado no ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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