Imprensa e fãs chegam a Neverland, apesar de dúvidas sobre funeral e enterro

Antonio Martín Guirado. Los Angeles (EUA.), 1 jul (EFE).

EFE |

- Um dia antes da chegada do corpo de Michael Jackson ao rancho Neverland, já repleto de fãs e jornalistas, surgem dúvidas sobre seu funeral e enterro, que não devem ser realizados na propriedade.

Embora os detalhes sobre o funeral ainda não tenham sido divulgados, uma fonte próxima ao astro disse hoje ao jornal "Los Angeles Times" que o "Rei do Pop" não será enterrado em Neverland, que fica a duas horas e meia a noroeste de Los Angeles.

O canal de televisão "E! Entertainment" assegurou que o corpo do cantor está na funerária de Forest Lawn, nas colinas de Hollywood.

Um porta-voz do Departamento de Polícia de Los Angeles confirmou que as autoridades locais tinham se reunido na terça-feira com a família Jackson para discutir o possível local do funeral.

O "Los Angeles Times" apontou que a intenção original da família Jackson era enterrar o corpo de Michael em Neverland, uma decisão que foi descartada depois das complicações legais para organizar o enterro e obter as permissões.

As autoridades locais já tinham expressado sua preocupação com os milhares de veículos que se concentrariam na estreita estrada que leva ao famoso rancho, onde o artista viveu durante anos.

O tenente Butch Arnoldi, do condado de Santa Bárbara, disse que a estrada da montanha Figueroa, que leva ao rancho, não foi projetada para a passagem de tantos carros e que seu departamento estuda como planejar a rota mais segura possível.

William Boyer, porta-voz do condado, disse que, apesar das reuniões para preparar o possível funeral em Neverland, ainda se esperava uma contestação oficial por parte da família de Michael.

Outras informações apontavam a organização de um memorial amanhã no Staples Center, no centro de Los Angeles, embora também ainda não tenham sido confirmadas.

Além disso, nas últimas horas, a imprensa americana afirmou que a cerimônia prevista para sexta-feira em Neverland poderia não ser aberta ao público ou não acontecer.

Segundo a cadeia "CBS", não haveria um memorial público no local e o mais provável é que o funeral e o enterro de Michael sejam realizados em Los Angeles.

Enquanto isso, um incessante fluxo de veículos estão se dirigindo para Neverland, um rancho de 1.300 hectares, cujo nome foi dado por Michael em homenagem à "Terra do Nunca", do livro infantil "Peter Pan", onde as crianças nunca cresciam.

A imprensa americana informou ainda que as autoridades encontraram um potente sedativo, geralmente usado como anestésico em cirurgias, na residência alugada por Michael em Bel Air, onde morreu na quinta-feira passada.

O site especializado em celebridades "TMZ" afirma que o sedativo encontrado é Propofol, somente disponível para médicos e que é injetável. "É inconcebível que este medicamento tenha sido prescrito corretamente para seu uso doméstico", assegurou uma fonte ao portal.

Segundo a publicação, um dos mais graves efeitos colaterais do Propofol é uma possível parada cardíaca, caso seja aplicado combinado a alguns tipos de analgésicos ou se for injetado em altas doses.

A suspeita sobre o mau uso do Propofol como causa da morte de Michael também foi alimentada por uma enfermeira pessoal do cantor.

Segundo Cherilyn Lee, Jackson sofria de insônia e pediu que ela aplicasse Propofol nele, medicamento conhecido como Diprivan, em sua marca comercial, apesar de o artista conhecer seus possíveis efeitos colaterais.

"Eu disse que a medicação não era segura", disse Cherilyn à cadeia "CNN", que afirma ter conhecido o intérprete em janeiro, quando tratou dos filhos do artista por causa de um resfriado.

A enfermeira negou-se a atender os pedidos de Michael e o advertiu sobre os efeitos do sedativo.

"Ele me disse: 'Eu só quero dormir. Você não entende. Só quero ficar bem e ir dormir'", relatou a enfermeira, que respondeu: "Se você tomar o remédio, pode não acordar". EFE mg/pd

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